Delírios na Madrugada

Uma parte de mim é todo mundo: outra parte é ninguém: fundo sem fundo. Uma parte de mim é multidão: outra parte estranheza e solidão. Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira.

terça-feira, dezembro 12, 2006

Assim, tá amarrada!

As pessoas são realmente estranhas.

Todos querem alguém pra amar, gostar, poder ficar junto ou/ e se curtir. Tá isso não é nenhuma novidade, mas a única coisa que você pode fazer quando alguém vier até você, cheio de amor pra dar, é ficar alheio. Sim, fiquei alheio, indiferente, como se nada daquilo mexesse com você.

Como se aquela pessoa não te fizesse suar, não te deixasse de pernas bambas, não te fizesse acordar no meio da noite sem rumo algum, sem saber o que você está fazendo na sua cama, sozinho, já que seu sonho era tão real. Faça de conta que ela é só mais uma pessoa das muitas que tem atrás de você, mesmo não tendo nenhuma. Dê, em doses homeopáticas, um pouquinho de desprezo. Não brinque muito de morde- assopra não, só um pouquinho, pra pessoa não desencantar.

Essa é a receita pra você ter alguém de quatro por você. Ali, querendo saber quem é você, do que você gosta, até onde já chegou e o que mais pretende fazer, se você prefere um jantar num bom restaurante italiano ou um pastel de feira, seguido de muita adrenalina no resto do dia, se você tem um lugar secreto, que é especial pra você e pode não ser pra mais ninguém. Isso essas doses de desprezo fazem. Mas não esqueça: em doses homeopáticas!

Cuidado. Não se dê, não se abra logo de início. Faça todo este ritual para que tudo se encaixe e você não pule do bunge-jump sem corda. Se você não fizer seguindo passo a passo, esqueça querida, você já era!